terça-feira, 27 de janeiro de 2009


O CASCI é uma obra ímpar no contesto regional e nacional e que deve a sua existência no seu máximo esplendor à determinação inquebrantável da Dra. Maria José Fonseca enquanto Directora da Instituição

Todos ouvimos no passado próximo que parece existir um sentimento de impotência para se dirigir a obra herdada nos moldes em que esta sempre foi dirigida – com estatutos, com competência e visão empresarial, com amor ao próximo, com determinação e com muito sacrifício pessoal e certamente familiar.
O CASCI é uma obra de tal dimensão que exige de quem de direito, que se procure até à exaustão alguém que possua qualidades minimamente semelhantes às que a Dra. Zeca permanentemente exibia no quotidiano das várias valências e que a levava ao desafio permanente de “nunca estar satisfeita”.
As eleições numa qualquer Associação não podem ser um obstáculo, quando o que está em causa não são afrontamentos à competência e à honestidade de quem por absoluta idoneidade “ sabe do que fala e do que faz”.
“Uma profissionalização” para uma obra deste tipo, carrega um elemento de índole pessoal, que normalmente colide com as boas práticas da solidariedade e faz mais tarde ou mais cedo descarrilar o comboio e a Dra. Zeca Fonseca não perdoaria uma “irresponsabilidade” destas, quando todos sabem que o que está aqui em causa não tem “ fins lucrativos”.
O CASCI não pode ser “despachado”, inventando-se com o melhor do intento é certo, uma “profissionalização artificial” quando o que se deseja é um “casamento” que continue a dar rosto e sentimento humano a uma instituição que foi criada com humildade solidária, procurando a todo o tempo, corresponder ao sentimento de que os humanos são iguais e merecem o respeito de todos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009



Uma amaragem no Hudson River em New York City é um exemplo de profissionalismo digno de realce


Mais uma vez os americanos foram colocados em alerta, mas desta vez o sabor do medo passou rápidamente para um choro compulsivo de alegria porque uma tripulação altamente qualificada ultrapassou as dificuldades vencendo de forma exemplar o desafio duma avaria fatal provocada por passaros, salvando todos os passageiros a bordo dum U.S. Airways Flight 1549, no dia 15-01-2009 em New York City.

O comandante na homenagem que lhe foi prestada correspondeu com uma grande dignidade e contrariou o epiteto de herói, já que atribuiu o sucesso da ultrapassagem do desastre, à forma como toda a equipa se uniu para obter sucesso numa prática de emergência fatal -- isto é o que se espera ouvir dum verdadeiro profissional que coloca sem tibiezas a equipa à frente do sucesso.

O comandante que estava aos comandos naquele particular dia naquele particular avião é um exemplo de dignidade profissional e como tal deve ser olhado como um exemplo a seguir.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009




O Carnaval é uma época fantástica e não merece desaparecer porque para além de permitir voz livre à opinião faz rir as pessoas

Parece que o momento em que o povo fez comemorar a fertilidade e a produtividade do solo na Grécia, surgiu o Carnaval e isso aconteceu por volta do ano 605 A.C. e cedo se propagou a outras terras de forma meteórica. O Egipto, Roma e depois Veneza impulsionaram de tal forma esta manifestação pagã na antiguidade que as bebidas, o sexo, as mascaras, as fantasias, os carros alegóricos e os desfiles tornaram-se “escapes”adereços insubstituíveis na crítica azeda e por vezes violenta das classes sociais dominantes, que sempre oprimiram e exploraram as classes destinadas ao último estágio na hierarquia social.
O Brasil onde o Carnaval chegou pela mão dos portugueses é actualmente um palco mundial onde tudo é permitido, transformando-se numa amálgama de espontaneidade onde todos os excessos são possíveis.
A Igreja, de principio no meio e no fim, nunca viu com bons olhos estas manifestações que de certa forma nada têm a ver com os caminhos ímpios que a religião sempre aponta, mas e não podendo eliminar o facto, reconheceu o direito e até o oficializou instituindo datas para os festejos carnavalescos, que nunca poderiam coincidir com a Páscoa católica.
Ílhavo sempre teve raízes carnavalescas e “os espontâneos” que apareciam de tudo quanto era lado merecem que essas festividades renasçam, porque a critica social mesmo que azeda e por vezes injusta ajuda à aproximação dos povos e beneficia a democracia onde o pensamento e a opinião tanto precisam ter impulso próprio.
Apesar da “crise” que ameaça demolir tudo e não tendo a autarquia “ custos” porque o espontâneo é um elemento carnavalesco que se auto comparticipa, deve repensar a data dando uma abertura que dê um empurrão à inoperacionalidade que tem “amarrado” a criatividade das pessoas do Concelho, excluindo como é óbvio Vale de Ílhavo onde os “cardadores” e outros, arrenegados com o centro, pontuam com assiduidade e zelo, chamando para a sua região milhares de pessoas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A democracia permite “opinar”, mas a maior parte das vezes esse é um esforço que se concentra na “corporação” e não sendo vinculativo de coisa nenhuma produz enzimas que envenenam o sistema…

A seguir ao 25 de Abril de 1974 e já lá vão uns estafados 30 e tal anos, muito “boa gente” discursava permanentemente sobre os malefícios da “ditadura” tentando explicar o que era um “fascista”, como se houvesse uma definição predefinida, o que determinava a censura quando “amarrava” a inteligência e “sugava” a criatividade individual, mas passados todos estes anos essa “boa gente”que cantarolava loas sempre com a mesma origem fez desaparecer do imaginário político a generosidade que os portugueses sempre cultivaram – várias sondagens apontam com alguma fiabilidade para um desencanto que cresce a todo o momento quando se reconhece no terreno que o túnel é artificial e não oferece nenhum tipo de luz – se este túnel continuar no mesmo ritmo de endividamento (cento e cinquenta mil milhões de euros) e desbaratar a reserva de ouro (800? toneladas de ouro de 19 quilates) que a ditadura entesourou para amortecer “crises” para além da reforma do ensino que produziu “fruta sem bicho” e ainda continuar a cantar o “ lá vamos cantando e rindo” de cara risonhamente aparvalhada, aumentando o desemprego a cada hora que passa, os portugueses bem podem torcer a orelha até deitar sangue, porque agora nada se pode fazer para remediar os erros do povo, porque ele não só será vencido, como será trucidado no anseio das liberdades pela qual aspirava – descolonizar sem se perceber o que estava em jogo é uma inconsciência que marcará os portugueses para a vida, mas não saber administrar um pequeno país que possui um povo que outros deleitadamente aproveitam para progredir é uma infame-a que afectará para sempre os candidatos a dirigentes que tiveram a pouca vergonha de querer gerir o país depois da revolução.
Muitos dos erros inqualificáveis à luz duma interpretação objectiva e que acontecem no sistema democrático com muita frequência é a sistemática negação do voto popular e o consequente menosprezo das análises eleitorais onde é frequente constatarem-se afirmações de perdedores como se de vitoriosos se tratasse ou de tentativas de derrube de governos logo no segundo imediato à tomada de posse. Outro erro fatal é mentir sistematicamente aos cidadãos prometendo o que os “vendedores de banha da cobra” não ousam fazer, já que reconhecem que as verdades estão sempre à frente das mentiras e a banha nem sempre produz a saúde que apregoaram.
A experiência ideológica de “fabricar” um deserto à direita e à esquerda, a encenação do “saco de gatos”, o desespero do grito, ressabiado pela perda da maquinação que ansiavam alcançar, espirram uma verborreia caluniosa de “ extrema-direita” e de outros epítetos como se ali residisse o “ monstro” que é preciso aniquilar e sendo este tipo de planeamento, um plano político maquiavélico estudado por “ boa gente” para destruir, aniquilar, apagar e riscar do espectro os concorrentes, esquecendo o país por exclusiva ambição de perpetuação no “poder”, faz lembrar que estamos na presença duma espécie de mamíferos que ainda não tiraram da cabeça a “caça” para sobreviver, por isso teimam em viver em andares pensados, sozinhos e à parte e isso acabará por se ser enterrado por algum “coveiro” de serviço a viver na zona.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A "pirâmide financeira" é um "conto do vigário" que funciona sempre


A era do capitalismo” selvagem” morrerá, ou rejuvenescerá mais forte e mais ambicioso na passagem do ano, levando a democracia à morte?

Os “ilusionistas” com o calor da ribalta, acabaram por se tornar irresponsáveis e o ano 2009 será mais uma vez “um tempo” que levará “os mesmos” a fazer “bluff” com aqueles que acreditam sempre no” homem” que prestidigita o ”truque” com a mesma “capa misteriosa”, gasta, corroída, encardida e definitivamente com origem noutros lugares, noutros tempos e noutras gerações.

É inacreditável que o “filme” que se vê há muitos anos, continue impávido no controle da rédea dos “ poderes” e não seja demolido à pedrada, à cacetada ou à vassourada para fora da carroça de forma exemplar. Mas mesmo que os “ilusionistas” se convertam às boas práticas e prometam de mãos juntas promover a competência e a seriedade a partir de agora, a teia que está montada não deixará que a promessa se cumpra – o beco está bloqueado e só uma operação drástica de “mãos muito limpas” poderá colocar novamente o “comboio” em movimento consistente e fundamentado.
Os anos passam, as promessas depois da aniquilação da ditadura, são sempre as mesmas venham de onde vierem e a esperança vai desaparecendo para deixar um vazio atormentado que desacredita os portugueses que cada vez mais têm um túnel na frente que os empurra qual madrasta para uma diáspora de sacrifícios inenarráveis.
Com o declínio do espectáculo, 2008 deixa para 2009 um campo saturado de energia pronta a explodir e que faz antever nuvens carregadas e temporal de força ainda não quantificado – por força desta impetuosidade natural, as cabeças atónitas começam a entrar em pânico e aflitivamente não sabem o caminho para norte, por isso e exprimindo agilidade instintiva, iniciaram já um processo de destruição que se não for travado a tempo, irá causar mais angústia, mais miséria, mais desgraça e mais pânico – não se trata de demência interpretativa constatar factos, do que se trata é de constatar que os olhos são para ver, os ouvidos para ouvir, o tacto para sentir e a inteligência para interpretar.
Os “magos”em palco na passagem do ano, bem podem distrair os mirones com discursos, luzes, fanfarras e “bombas foguete” a esmo, mas uma coisa ficará para sempre bem gravada nas memórias – os tempos que correm são tempos de vigarice generalizada, bancarrota, recessão, muito descrédito, muito desemprego e muita angustia pelo papel desavergonhado e impiedoso como os portugueses são tratados na democracia que elegeram como primeira prioridade – precisa-se urgentemente que os mais aptos e esclarecidos, reflitam na avaliação que se exige e duma forma responsável os “estados”eleitos devem assumir as responsabilidades para as quais prometeram estar preparados.
É óbvio e transparente que muitos dos actores que andam por aí a “fazer de conta” são “oportunistas” orientados por técnicas de marketing, mas muitos existem que são sérios, competentes e justos e para esses, espera-se que o Ano Novo seja uma ocasião para “refundar” a soberania do mérito e dar a esperança a todos os portugueses que para alguma coisa, esta perigosa conjuntura serviu.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O Natal será uma ponte em decadência?


O Natal que nos confunde e nos ilumina…


“Um carro, uma estrada e uma festa, encontram-se com uma árvore, uma vela e um presente…Uma estranha escuridão envolve o local e, as estrelas iluminam o presente, que, sem razão aparente, se dissolve e se transforma em presente…”

O Natal é uma época aliciante e, onde é permitido à consciência uma possibilidade de satisfazer os anseios de benevolência intrínseca em todos, ou quase todo os seres humanos. O instinto da vida selvagem fez transparecer uma mutação consciente, que os humanos de forma evolutiva com sucesso, aproveitaram e transformaram no lado bom, no lado em que todos estamos tranquilos e a tentar encarar e viver a vida que nos está determinada de forma pacifica e solidária. Os desequilíbrios humanos nesta época são um pouco minimizados e, todos anseiam por mostrar ou demonstrar à sociedade uma evolução construtiva nas práticas e nos desígnios da nossa presença que, por razões muito variadas e por vezes subjectivas, se apresentam desniveladas, com fissuras aptas a deixar passar de forma crescente e no momento a seguir ao “intervalo”, novo caudal de violência acrescida de mais desumanidade e mais irracionalidade material e social.

O Banco Alimentar todos os anos e perto do Natal, procura no terreno apelar ao sentido justo dos cidadãos, para e de forma solidária, poder atenuar na prática as faltas de quem por razões que precisam de ser bem percebidas, não têm o essencial para sobreviver numa vida desigual e com desequilíbrios cada vez mais desajustados.
Outras organizações, procuram minimizar muitas atrocidades sociais cometidas contra as crianças e, de forma sustentada procuram ajudar e tornar mais leve o suplício de não terem um amparo de família ou estarem mesmo condenadas a um futuro no qual não serão recebidas com um sorriso solidário e fraterno.

“Um menino velho perdido, um carrito ferrugento de lixeira, arrastado por mãos gretadas numa rua a subir, realça o azedume da inconsciência invisível aos olhos da consciência, que permanece emboscada nas reentrâncias dum intestino voraz que reacende e reproduz um inferno, onde o pequeno “velho” inevitavelmente se extinguirá sem ter vivido…

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Homenagem a Sá Carneiro

Fócrates, tal qual um” papa-moscas” inventou uma nova maneira de governar e perpetuar-se no poder: - primeira ordem mudar de “casaca”, segundo devorar os “usurpados”, terceiro transmutar-se para o original e depois governar, só que o descalabro governamental de que é o único responsável, leva-o a “inventar em êxtase” um ano 2009 muito bom para os portugueses…

Nem o “diabo” se lembrava dum golpe de rins destes, embora todos saibam que as eleições tudo “merecem” e afirmar que o ano 2009 vai ser bom para os portugueses porque o petróleo baixou, as taxas de juro estão a baixar e a inflação por motivos óbvios irá também descer é uma constatação técnica fora do seu âmbito e muito hipócrita, porque todos sabem que quem perde o emprego ou vê o poder de compra a descer desenfreadamente, quer lá saber das variações do petróleo, das taxas ou da inflação se não tem dinheiro nem para se manter a si próprio. Para quem foi “ensinado” a “safar-se” no labirinto complexo que a vida é, e isso em principio nem é um grande mal em si mesmo, revela no entanto uma característica negativa no que concerne aos meandros da competência governativa, que como é óbvio tem de estar sempre acima de interesses feudais por demais ultrapassados e que não servem aos verdadeiros interesses dum estado Nação com centenas de anos estratificados em grandes glórias. Quando um político a governar em maioria absoluta, coloca acima de tudo, eliminar a “concorrência politica” para dominar o espectro político da direita à esquerda, não serve os interesses dos portugueses, embora se reconheça que a táctica tem um alvo, uma ambição e óbvios benefícios pessoais. Fócrates e outros que pertencem ao esquadrão exterminador, para além de controlarem o país nos seus mais importantes patamares político-administrativos, apresentam-se aos olhos dos portugueses como sendo os “únicos salvadores”que podem “salvar” os portugueses das desgraças que assolam “os mundos”.
Fócrates, não atestou o “fogo de artilharia” na “esquerda resistente” porque como vivaço que é, facilmente descobriria que seria destruído se é que não está já em curso uma campanha para o “encostar à parede” e depois “destruí-lo” na rua que vergonhosamente abandonou por genuína falta de coragem ideológica. A ideologia é coisa que Fócrates, considera coisa nenhuma e além de mentir variado e sem especialização certa, tanto pode hoje colocar a ASAE em testa-de-ponte a representar uma acção contra os "ilustres ciganos"para desviar atenções, como pode armar-se em vítima no que diz respeito aos “resistentes” ou aos dirigentes da oposição que na sua insigne análise são dos mais incompetentes que existem, como pode colocar o Presidente a bambolear na corda bamba para mais tarde o apontar como responsável de bloqueios, ou então arma-se em fanfarrão quando afronta os professores e outros profissionais de forma plenipotenciária ou ainda e puxando dos galões legitimados por enquanto nas eleições, argumenta que a crise não abalaria as raízes da economia portuguesa, para e logo a seguir, confirmar as nacionalizações e o descalabro financeiro das regulações que estão sobre a sua égide regular – isto que ele afinava a plenos pulmões quando dizia que os “outros” só faziam trapalhadas, transformou-se agora numa “peixeirada” onde os “rumos” são conforme o “café e a água?” que bebe na calada da manhã.
Fócrates, é uma espécie de “espontâneo carnavalesco”, que os correligionários vão fazer cair no curto prazo, porque na prática e tendo tudo a seu favor incluída a maioria absoluta, arrasta o país para avales que originarão no médio prazo, uma dívida colossal se os bancos não assumirem as responsabilidades que hoje não assumiram, que hipotecará o país por muitas gerações -- como “coroa de má glória” e que definirá no futuro a sua competência na passagem pelo governo, tem para os mais cépticos, todos os indicadores económicos a descer e a pobreza e o desemprego inerentes, estão numa avalanche catastrófica o que explica e atesta a incompetência do trabalho governativo de Fócrates, que infelizmente se armou de elmo e ferradura para destruir inimigos políticos, não prevendo certamente por falta de tempo o que estava mesmo debaixo do “olho” – a globalização, a deslocalização e o desastre do terrível choque salarial que ainda está por confirmar na sua totalidade, mas que num futuro próximo fará desaparecer do recibo o subsidio de férias e o 13º mês, que para muitos há muito tempo que já não é pago, explicará na plenitude o porquê desta guinada estrutural do capitalismo selvagem, que Fócrates incondicionalmente apoia e que cresce irracionalmente qual retro vírus laboratorial ressabiado pela ânsia de destruir seja a que “preço” for.
Sá Carneiro, morreu num dia quatro e instituiu no povo português uma férrea vontade de vencer e isso é uma raiz pensante que dificilmente morrerá e todos esperamos que a incompetência e o oportunismo que cresce como erva daninha seja dominado pela honestidade e vontade séria de tirar os portugueses dum atoleiro vergonhoso e do qual todos temos responsabilidade.