sexta-feira, 3 de julho de 2009

Campeão é o testemunho de acção, para quem fundou o Iliabum Clube




O Iliabum ainda é a alma de muitos Ilhavenses e isso é uma homenagem ímpar a quem, num dia de grande inspiração o fundou, soldando-o definitivamente à memória histórica de todos os que por lá passaram.

Viva o Iliabum e a direcção que todos os dias interpreta com inteligência e vivacidade as necessidades da juventude, indicando-lhe um caminho correcto, seguro e que produz sementes de qualidade superior – ser campeão para o Iliabum, é o alvo que deseja “prender” os miúdos que andam por aí às dezenas, apontando com determinação uma saída e uma entrada na sociedade que anseia por possuir cidadãos com formação desportiva, com moral, com intelecto equilibrado e onde o apuramento ético, determinará com facilidade o norte magnético, onde deverá estar enterrado o caminho tortuoso de “todas as emancipações”.

O Iliabum e sem margem para dúvida, é o clube que soube interpretar com precisão os anseios da juventude Ilhavense, oferecendo-lhe a possibilidade de terem acesso a meios desportivos, lazer e formação, que em alturas de “verdadeira crise”, foram o oásis onde todos se refugiaram – praticando desporto, jogando bilhar, jogando cartas, lendo na biblioteca Mário Sacramento ou semeando dotes de “machos latinos” nos bailes eternos, que se bamboleiam ainda nos meandros duma imaginação que teima em se manter acesa, o Iliabum Clube foi e será uma recordação que nunca mais se esquece.

A quem nunca passou pelos corredores do velho Iliabum, onde poucos fizeram muito, esforçando-se por manter acesa uma cadeia de solidariedade, não saberão nunca que o Iliabum nasceu na crise da 2ª guerra mundial e foi a segunda casa de muitos cidadãos deste concelho, que por vezes parecem andar alheados do testemunho de velhos fundadores, que continuam vivos e atentos no testemunho que legaram para sempre – respeitar esse testemunho é um dever e dar-lhe continuidade temporal é um sinal de reconhecimento, de que os mais “velhos” sabiam com precisão os caminhos que deveriam ser oferecidos aos jovens.

terça-feira, 9 de junho de 2009

As estratégias politicas não podem ser encabeçadas ao acaso




O plano que virou o feitiço contra o feiticeiro…

O plano era venenoso e desejava colmatar, liquidando aquilo que alguns socialistas consideraram um oportunismo – Sá Carneiro um especialista e um visionário competente, considerou que o PPD que criou, se passaria a chamar PPD/PSD e mais tarde só PS...D inserido na família do Partido Popular Europeu, confundindo deliberadamente e sem subterfúgios o símbolo do PS, que como se sabe pertence à família socialista em Bruxelas.

O PSD com esta reviravolta politica incendiou os velhos socialistas que ambicionavam serem exclusivos no contexto europeu e viram o “miúdo” PSD bater-se naturalmente no plano politico de igual para igual, passando inclusive a ganhar eleições – o sucesso do PSD foi tão fulminante que encheu de raiva e frustração as hostes socialistas que se agarraram ao processo de “ já que não podes vencê-los, junta-te a eles” – e o lema foi tão levado a sério que Sá Carneiro passou a fazer parte do discurso socialista, considerando-o sem nenhuma vergonha um dos deles – depois e ao longo dos tempos e nunca esquecendo a afronta, tentaram riscar do mapa o PSD, avançando com coragem para o afrontamento politico, realizando tudo o que o PSD politicamente preconizava – depois e para encorpar o plano conseguiram que as sondagens eliminassem do espectro do poder o PSD e com isso tentaram confundir os eleitores dizendo-lhes com acções maciças de campanhas permanentes e orquestradas por profissionais contratados sabe-se lá onde, que o PSD não existia e o PS...D eram eles, os socialistas da mãozinha na bandeira – para reforçar o plano delineado, colaram-se a Durão Barroso, que antes tinham considerado um cobarde porque tinha fugido, como também sendo um dos deles e por isso o apoiavam incondicionalmente para o segundo mandato como Presidente da Comissão Europeia.

Com o calor maquiavélico do plano sórdido, esqueceram-se dos militantes do PSD que Sá Carneiro enxertou na raiz do povo e que vivem na província e que não admitem mistificações, por mais prepotentes que sejam e perderam com facilidade a maioria absoluta e as eleições para as Europeias – começam agora e face ao descalabro eleitoral a empurrar as culpas para o povo que não sabe o que quer e que por este andar o melhor é ser proibido de votar, porque não percebe o esforço das deslocações para a direita, deixando engordar a esquerda imprevisível de forma exponencial e se calhar irreversível, que no passado recente catalogaram de fascizante… é obra -- O PS incapaz de resistir ao PCP e ao Bloco incendiou o palco e se não se afasta, ainda acaba "grelhado" em lume brando no confronto com o PSD...

quinta-feira, 28 de maio de 2009



“Viver” no jardim Zoológico seria a felicidade eterna…

O retorno às origens seria uma revisão mental salutar e talvez desse excelso lugar se pudesse esquecer o caos instalado, onde os direitos e as obrigações são uma miragem fatídica e onde cada um “per si”, “rouba” mais do que o outro, aos eternos outros.
Numa situação social catastrófica a “vergonha”, coisa sem história dum passado recente, bóia como uma cortiça num mar de podridão intelectual, provocando um delírio colectivo que normalmente termina em bebedeiras de facilidade de como se pode sair da miséria mais extrema, numa escassa contagem do votos – é fácil, é barato dá milhões e nem sequer é preciso “atestado de inteligência” de coisa nenhuma nem “testamento vital”…

Há dias um macaco ingénuo que reside no ZOO, amigo incondicional e que sabia que a visita não era para lhe pedir votos para o digníssimo directório dos macacos, olhou para os amendoins que sabia serem seus e num gesto de camaradagem entre pares, subiu na gaiola até ao topo e com solenidade irracional, foi lançando com ar matreiro e de quem tem a barriga cheia, um amendoim de cada vez ao ar, que com a perícia de caçador experiente, ficava ao alcance da comunidade que fraternalmente o rodeava…

O macaco do ZOO, bem podia ser um cabeça de lista “fixe”, que não colocaria a “eutanásia” no pacote das prioridades, mas garantiria com certeza a distribuição de amendoins com sagacidade solidária, não deixando por princípio selvagem, que ninguém morresse à mingua…

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Inteligência é o quê...?






Muitos reclamam em berraria ensurdecedora que aqueles que desempenham e produzem em qualidade devem estar no “topo da pirâmide” e isso faz deduzir que os mais “inteligentes” seriam o grupo alvo ao qual o “slogan” se dirige – aos mais “inteligentes” e capazes e se isto fosse aplicado na prática exactamente assim, isto é, desde que o trabalho que desenvolvessem na sua actividade trouxesse resultados e a respectiva expansão, teriam salários e prémios de acordo com o desempenho e seriam obviamente os “chefes executivos superiores” com direitos e mordomias que certamente ninguém de bom senso poderia alguma vez contrariar – se a planificação da economia ou do que quer que fosse, se regesse por princípios de competência, idoneidade e princípios éticos elementares, todos estaríamos de acordo e o mundo viveria descansado e à sombra dos “deuses na terra concebidos sem pecado”, que finalmente tudo resolveriam em prol do “bom e amado povo” que viveria feliz para sempre – o problema é que no meio do "mérito" académico que abre "caminhos" aos "mais inteligentes" e bem, será necessário não excluir para lugares do "cão vadio" a experiência, que como todos sabemos é a estrutura social que nos momentos dificeis aparece para suportar os pesos dos desiquilibrios.

Tem de se ter em conta também, que o núcleo do povo de onde provêm as “inteligências”, estão muitas vezes “disfarçadas" de bufos, de especialidades em expedientes vários, de barateiros, de trapaceiros, de papa-açordas, de lorpas, de papa-jantares, de papa-novenas, de pãozinhos sem sal, de falsificadores, de mentirosos, de cínicos, de invejosos, de vaidosos, de pseudo científicos e muitíssimos sem eira nem beira que tudo fazem passar por figurões brasonados, para não falar de muitas outras categorias “profissionais” como os da “Maria nabiça, que tudo o que vêem cobiçam", ou das que vendem gato por lebre, enganando os patetas que compram e vendem sem “testar material”, etc, etc, etc. – isto é, os tais “inteligentes”, que são milhões envolvidos e atarefados nas poucas oportunidades que lhe dão para sobreviver e por força da sua parca marginalidade, entram na base de dados dos “mal amados” e as leis denodadamente executadas para zurzir neste tipo de desordeiros, que em síntese alimentam 24 horas por dia o sistema, estão de tal modo ensarilhados no novelo da ” justiça cega” que raramente chegam ao topo de coisa nenhuma – mas atenção, quando conseguem chegar a qualquer tipo de “topo”, colocam as armas a trabalhar em pleno, cospem para tudo quanto é lado, puxam da “experiência” e as profissões que lhe serviram de suporte são utilizadas como escavadoras e nada lhes escapa – inventam todo o tipo de sacanices para “ganhar dinheiro para a corda do sino”, fazem explodir com raiva todos os tipos de moralidade e imoralidade, falsificam todo o tipo de bebidas, violam o que lhes dá na gana, abastardam as raízes da carne, transformam o cimento em areia, o ferro em arame, colocam a administração aos papeis, desertificam e abandalham todas a linhas de água para se verem livres da m…. que produzem às toneladas, para não falar da sanha que fazem implementar contra os seus próprios correlegionários, condenando-os sem consciência que se sinta ou veja, aos “quintos dos infernos” onde estarão condenados a apodrecer sem possibilidades de recorrer para coisa nenhuma – esta é e ainda bem, a realidade do “barro” que deu forma aos instintos primários que regem a humanidade - existe em quantidade e para modificar o sistema da qualidade, só destruindo o núcleo do novelo principiando todo o processo da "criação" o que é impossível de fazer – os mais inteligentes e capazes ainda são aqueles que fazem do nada muito, que com a experiência adquirida, desafiam a “selva” e se batem “corpo a corpo” com a certeza de ultrapassar o “cabo das tormentas” e navegar para longe, onde reside o sol que aquece o coração e purifica o espirito.

terça-feira, 5 de maio de 2009

" O fracasso é a oportunidade de recomeçar, com mais inteligência e redobrada vontade - Henry Ford"


O capitalismo tal qual se conhece hoje, evoluiu para uma “obstrução” que vai ocasionar uma “síncope fulminante” que destruirá o sistema se entretanto alguém não produzir os “efeitos”necessários para alterar radicalmente um modelo, que, por este caminho vai produzir pobreza à mesma medida do que se viu num passado próximo – ninguém no ocidente deseja que a “profecia” de que os “comunistas” se tornariam “capitalistas” e os “capitalistas” comunistas se cumpra, porque todos queremos liberdades, igualdade de oportunidades e fraternidade no nosso sistema ocidental.

Para se auto sustentar o “capitalismo” enquanto fazia “promessas” de petróleo inesgotável para alimentar a industria, adicionou ao “ caldo” o “conto” do capitalismo popular, sequestrando os cidadãos e partindo à rédea solta para um “circuito circular” que sabiam nunca produzir efeitos benéficos para a sociedade – quando se aperceberam que a “mina estava esgotada”, porque outros produziam barato demais, inventaram? a globalização da economia mundial, sem deixar que ninguém percebesse os desígnios do que se queria atingir – poucos se aperceberam que a globalização escondia a ambição de continuar a “dominar o mundo” num futuro próximo e que se assim não fosse os chamados “países emergentes” de práticas politicas baseadas na marginalização social, colocar-se-iam em vantagem, desviando o eixo da riqueza e tirando o “caviar da boca” dos que sempre estiveram refastelados a dirigir e a usufruir do sistema que fabricava “resultados falsos” para abastecer de “dinheiro fresco e legal” os “bon vivant” que faustosamente dançavam e ainda dançam ao som de inebriantes, geniais e infindáveis construções musicais.

Os horrores da guerra que levaram à destruição de países inteiros foram o “motor de arranque” que elevaram os níveis de desenvolvimento real, colocando a força de trabalho num patamar que “engordou” os que sobreviveram do ódio e do rancor nazi – os trabalhadores por via das reconstruções nos últimos sessenta e tal anos e que deram origem a verdadeiro poder reivindicativo que muitos consideram hoje insustentável, tornaram-se num entrave insuportável face à concorrência na produção de outros, que bem posicionados na estratégia do domínio social produzem “copiado” e muito mais barato – com estas ameaças, não era possível “ enganar” mais os “papalvos” e os sinos tocaram a rebate de forma estridente levando os “ratos” a abandonar o porão alagado, porque os “mares” de “quinquilharia produzida” não tinham absorção no paupérrimo poder de compra das tradicionais classes de sustentação económica, evidenciando a inevitável rotura dos stocks que incessantemente pressionavam a circunferência à beira da falência.

A “crise” que a globalidade da economia gerou e que não é inocente nem virgem como alguns inacreditávelmente pensam, é um sucedâneo de laboratório que nasceu por força de imperativo estratégico no domínio do comercio mundial nas próximas décadas – hoje quando se conhecem com alguma precisão as correlações dominantes entres países que se desejam anular, vem ao de cima o constrangimento do sistema que “vivia” numa pirâmide que não criava riqueza na base, mas sustentava de forma individual alguns milhares de executivos que viviam e ainda vivem como nababos e à margem das "infecções" que fizeram maliciosamente alastrar, incentivando a cada trimestre, o fosso entre pobres, remediados e ricos.

O cenário virtual da “guerra” que está na maternidade ameaçando dar à luz “ monstros”, mostra as verdadeiras razões que fizeram eclodir de forma inesperada o que estava escondido nas entranhas dos departamentos “polivalentes e secretos” e que no momento estão menos activos, mas ainda com vitalidade suficiente para recomeçar tudo de novo – o controle e a super visão dos governos, é vital para que a estrutura social se mantenha equilibrada a economia funcione e suplante os rivais manietados por correias que não os deixam respirar acabando por os asfixiar – a democracia só sobrevive se for musculada e contundente com os prevaricadores, eliminando-os sem receio do tecido são.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Gafanha da Encarnação é o "espelho da Costa Nova"


O Concelho de Ílhavo é uma região “onde todos cada vez mais gostamos de viver”

A CMI que tem orientado e determinado os destinos do Concelho de forma inexcedível nos últimos anos, é um exemplo da responsabilidade que se exige dos autarcas que o POVO elege em eleições livres e universais – competência, responsabilidade, ética e transparência absoluta nos “mundos” que gravitam em órbitas complexas e que no interior acalentam interesses que dum momento para o outro podem enlamear e destruir no cilindro da “terra batida”a resta de esperança na qual todos temos apostado – isso deve encher de satisfação quem acredita que algumas autarquias são os verdadeiros baluartes do tão mal tratado 25 de Abril e efectivamente responsáveis por muito de bom que acontece no País – até ao momento a CMI e salvo alguns “pequenos incidentes de percurso", merece o respeito de todos e os organismos que fiscalizam os “actos e procedimentos” e paulatinamente tem “lavrado” e corroborado que pouco ou nada existe para considerar digno de reparo ou actuação contenciosa, são a resposta aos que só acreditam no que não fazem e no que não dizem, sendo incapazes de reconhecer com simplicidade nos outros, a “manobra” que gostariam de ter tido quando tiveram as “rédeas” e de forma irresponsável quebraram “o freio” à “força de braço”.
Sabemos que pela frente existem ainda desafios e muito ainda se tem de estudar, sustentar, implementar e executar, para tornar o Concelho cada vez mais coeso e determinado, mas todos sabemos que os grande desafios, muito em particular aqueles que se revelam alvos de disputa “cobiçosa” possuem o essencial atributo que confere à presente gestão autárquica um incentivo de vencer e fazer cada vez melhor.

A Câmara de Ílhavo, e apesar do esteiro da Malhada estar a esmo e apesar da dívida limitada e perfeitamente manejável, é hoje um lago onde a água “corre” cristalina, livre de obstáculos e pronta para ser novamente reciclada e bebida – os munícipes que estão alerta e são sensíveis à forma como o erário é investido, acredita que a “coesão do concelho” é um indicador fiável já que está estruturado no equilíbrio sustentado entre freguesias, demonstrando à evidência a vitalidade duma gestão madura, responsável e muito competente e a milhas do “bacalhau seco que alguns (poucos) desejariam atirar borda fora”.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

25 de Abril de 1974 - uma data para relembrar,comparar, deduzir e criticar.....





Antes desta data quase todos tinham aprendido a “conviver” com a ditadura do Estado Novo e Salazar não passava dum lidere à medida dum pequeno país – percebe-se hoje com facilidade, que o Professor Doutor António de Oliveira Salazar foi um ditador inteligente, que utilizava a policia para inspirar respeito, que compreendia e aceitava com prazer a religião católica, que não admitia concorrência politica, que adulterava os actos eleitorais, que aceitava sem qualquer rebuço a censura, que aceitava sem remoques de consciência “o bufo”, que não gostava do jugo comunista, que não entrou na segunda guerra mundial por ser um estratega politico à altura dos seus pergaminhos e que tinha um projecto escolar para o País onde nasceu e por felicidade morreu – Salazar e depois de ter governado com “mão de ferro” durante muitas décadas, deixou um pais pacificado e sem criminalidade, um país sem dividas, deixou reservas reais em ouro, deixou um povo inculto mas determinado, um país com escolas e estradas mas sem vias rápidas, um legado de “sós mas orgulhosos”, deixou intacto o Império Colonial herdado dos antepassados, deixou prosperar na riqueza absoluta várias “famílias” que se podem ainda hoje quantificar com precisão e quando morreu, deixou para as posteridade um par de óculos, umas botas de meio cano, uma caneta certamente equipada com aparo de ouro e uma noção do lugar que cabe aos homens de Estado, que causa engulhos violentos nas caras dos milhares de novos ricos que prosperam como moscas pelo País democrático e que por inestimável modéstia, lhe chamam por dá cá aquela palha “ um tenebroso fascista” que não aceitava as liberdades individuais, prendendo a torto e a direito e que praticava as maiores atrocidades para se “desfazer” dos oponentes políticos – a PIDE (Policia Internacional de Defesa do Estado) ficou para a história deixando que as Universidades analisem profundamente a razão de torcionários de ontem, poderem voltar a repetir-se, vestindo naturalmente outra roupagem mais “soft”.

Amanhã, passados que são 35 anos o Estado, livre de peias e amarras e cheio de “brilhantes iluminados pela criatividade e inteligência”, fizeram proliferar os novos atributos que multiplicaram a erva daninha, a promoção da incompetência, a mentira, o cinismo, o facciosismo, a inveja a descrença e para fazer sobressair e sustentar tais inteligências que o Estado Novo “liquidou”, implementaram um Sistema Nacional de Saúde entupido, injusto e monopolizado, uma justiça a raiar as "bordas" da injustiça quando não julga em tempo útil ou mesmo afasta dos tribunais o cidadão que não tem dinheiro para a pagar, abriu portas escolares sem soluções para a juventude, desqualificou o cidadão não lhe proporcionando meios de formação credível e com mérito, semeou por todo o País uma corrente imparável de oportunistas que se banqueteiam hoje com reformas milionárias de três ou quatro proveniências e com idades vergonhosas, incentivou que os políticos correligionários se enquistassem como lapas nos poderes e a alguns foi oferecida a possibilidade de enriquecerem dum dia para o outro, para não falar da enorme corrupção que grassa por todo o País – uma empreitada pública adjudicada por milhares de euros é certo e sabido que o estado vai pagar no final milhões – discutem ainda leis para promover militares da revolução de 1974, leis para prevenir o “enriquecimento ilícito e a corrupção” e leis muitas leis para moderar os que vivem à margem da lei e que quintuplicam cada ano que passa – aos milhares de cidadãos pobres, simples e honestos e sobre os quais são lançados sistematicamente miseráveis lamentos “piedosos”, verifica-se com estupefacção que existem milhões de candidatos à miséria e afastados dos centros de decisão e para piorar nem uma palavra para os “indemnizar” do tempo que perderam no compromisso honroso que assumiram com convicção para trabalhar seriamente em prol do Pais onde nasceram – por ironia do destino, todo este povo que labutou exaustivamente e com o suor a escorrer-lhe da testa viram com estupefacção, alterados os parcos benefícios que lhe prometeram ao longo dos mandatos e de forma abrupta viram de repente o Estado que elegeram, refastelado no lugar do “vigário” dando o dito por não dito, confirmando com cara de poucos amigos que o 25 de Abril de 1974 não pode ser cumprido porque o País não tem recursos ilimitados – todos estamos de acordo com este raciocínio, mas o que se vê na prática nega tal evidência e com 35 anos em “cima do lombo”, tudo isto “cheira” a caldeira com peixe podre…

Depois do 25 de Abril de 1974 e fora uma pequena resta de esperança, o país entrou em coma e intelectuais, empresários e trabalhadores, entraram em pânico estando em fuga para longe do “ inferno português” que não dá a mínima esperança de tornar Portugal num País com futuro – os portugueses e os jovens em especial, estão enredados em esquemas tenebrosos que ninguém de boa fé entende e tirando do espectáculo algumas autarquias, o resto é uma vergonhosa demonstração de “como não se deve fazer”.

É verdade que o Estado Novo fica a milhões de anos luz do desenvolvimento físico que a U E propiciou, por isso vamos ter TGV`s, aeroportos super modernos, auto estradas por todos os lados e continuamos ainda no euro, no entanto todos começamos a adivinhar que Portugal se esteja a tornar num país hipotecado e esteja a caminho da perda da independência moral, já que outros Filipes se perfilam no horizonte para liderar o inquietante e revoltante atraso “cientifico” que a “censura” transformou em doença maligna hereditária, irreversível e sem cura…