terça-feira, 8 de setembro de 2009

Usain Bolt, pulverizou a hegemonia americana na incorporação de massa muscular







Bolt, um Jamaicano com reflexos extraordinários, passou num passe de mágica a ser" o mais rápido à face da terra" passando o recorde do mundo dos 100 m, para uns fantásticos 9,69, o que coloca esta pequena Ilha das Caraíbas, castigada com a escravatura, colonizada por Ingleses e Espanhóis, que vive da exploração de minerais, do açucar e do turismo, num patamar que capta atenções especiais, na forma como pessoas aparentemente normalíssimas conseguem vencer de forma concludente, outros com mais meios, mais tecnologia e mais investigação -- vencer a qualquer custo, utilizando meios artificiais, bem o pode comprovar Carlos Lopes, quando perdeu para um "atleta" desconhecido e que à custa de transfusões sanguíneas, que não temos maneira de explicar, ludibriou a generosidade e o trabalho árduo que colocou CL no topo do mundo no que diz respeito à maratona e aos 10.000m.

Bolt, gosta de brincar, ri, gosta de beber um copo, gosta de dançar, cresceu numa vilória sem água potável e possui ao nivel físico uma máquina física oleada e sem falhas, o que pode ajudar quem se sente incapaz em quase tudo -- o slogan Obama, "yes we can", tem aqui um cabimento perfeito, porque de facto quando alguém está convencido de que quer vencer, vence mesmo e nada o pode parar, mesmo que no caminho existam meios artificiais para enganar o que realmente valemos...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A raiz alentejana definha "a olhos vistos"






Grândola, Vila Morê.ê.na, é hoje uma amostra destemperada do que teria sido o "celeiro alentejano", impulsionado por trabalho árduo e conflituoso, ao tempo do 25 de Abril de 1974...



O Alto Alentejo, que irrigou de suor a ceara imensa durante gordos anos, derrama hoje lágrimas de saudade, no oliveiral manso que brota a céu aberto, sem charrua, sem focinha, sem debulhadora, sem capataz, sem latifundiário e sem alentejanos, que cantavam a falar para as gentes com transmutação eléctrica…

Quem percorre a auto-estrada nr 2 ou por saudade transita no IC 1 que liga o Algarve ao Norte e vice-versa, tentando encontrar “paisagem ou alentejanos genuínos”, fica desalentado com as mudanças, que a revolução sancionou e os “autarcas” perpetraram de consciência tranquila – o que era velho, deitaram abaixo, os sabores perderam-se na intriga com a mistura de que tudo vale e os costumes, por “antigos” tomaram outras formas com cintos arreados, saltos de partir costas e cuecas a saltar duma saia preguiçosamente engelhada e onde pontua com descaramento um elástico desfiado e foleiro – o sotaque quase desapareceu, a cavaqueira apagou-se e os ventos que sopram apesar de tudo ainda quentes, deixam uma réstia de esperança soturna, que pode descaracterizar e modificar uma região, que como a do Porto, deveriam ser consideradas por direito próprio, “ Património da Humanidade”.

O dr. Cunhal, verdadeira origem da rebelião popular e que deambulou por estes lados com objectivos defenidos, e onde Zeca Afonso com criatividade ímpar, desenterrou o hino da fraternidade após a “revolução”, dourando a liberdade, nada puderam fazer para estancar uma estafada sina de igualdade social ,que “mata a raíz ao pensamento”, manchando com matizes importadas a identidade das regiões com vitalidade natural – infelizmente e colocando em primeiro lugar uma ansiedade genética, “os ventos de mudança”, empurraram com estúpida oportunidade os alentejanos para outros saberes, outras linguagens e outras roupagens que por desajustadas na essência, fizeram florescer o carnaval do travestido, que faz rir, mas envergonha, quem se “sente”…

A dourada planicie alentejana, definha a "olhos vistos"


Grândola, Vila Morê.ê.ê.na, é hoje uma amostra destemperada do que teria sido o “celeiro alentejano”, impulsionado por trabalho árduo e conflituoso, ao tempo do 25 de Abril de 1974…

O Alto Alentejo, que irrigou de suor a ceara imensa, derrama hoje lágrimas de saudade, no oliveiral manso que brota a céu aberto, sem, charrua, sem focinha, sem debulhadora, sem capataz, sem latifundiário e sem alentejanos, que cantavam a falar para as gentes com transmutação eléctrica…

Quem percorre a auto-estrada nr 2 ou por saudade transita no IC1 que liga o Algarve ao Norte, tentando encontrar “paisagem ou alentejanos genuínos”, fica desalentado com as mudanças, que a revolução sancionou e os “autarcas” perpetraram de consciência tranquila – o que era velho, deitaram abaixo, os sabores perderam-se na intriga com a mistura de que tudo vale e os costumes, por “antigos” tomaram outras formas com cintos arreados, saltos de partir costas e cuecas a saltar duma saia preguiçosamente engelhada e onde pontua com descaramento um elástico desfiado e foleiro – o sotaque quase desapareceu, a cavaqueira apagou-se e os ventos que sopram apesar de tudo ainda quentes, deixam uma réstia de esperança soturna, que pode descaracterizar e modificar uma região, que como a do Porto, deveriam ser consideradas por direito próprio em “ Património da Humanidade”.

Cunhal que deambulou por estes lados com objectivos políticos, e onde Zeca Afonso com criatividade impar, desenterrou o hino da fraternidade após a “revolução”, dourando a liberdade, nada puderam fazer para estancar uma sina de igualdade social que “mata a raíz ao pensamento”, fazendo enegrecer a identidade das regiões com vitalidade natural – infelizmente e colocando em primeiro lugar uma ansiedade genética, “os ventos de mudança”, empurraram com estúpida oportunidade os povos para outros saberes, outras linguagens e outras roupagens que por desajustadas na essência, fazem nascer o carnaval do travestido, que faz rir, mas envergonha quem se “sente”…

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A semente que Paul Harris plantou, mantem-se saudável

O Presidente do Rotary International, DONG KURN, através dos Clubes Rotarios espalhados pelo mundo, lidera um movimento internacional, que visa fomentar projectos, por forma a tornar possivel que uma criança passe a ter água para beber, alguém aprenda a ler ou uma familia possa obter um rendimento a partir dum pequeno negócio com recurso ao micro-crédito -- isto, para além de muitas outras actividades e acções, que podem no terreno e quando sustentadas financeiramente, minorar o sofrimento de quem, por um acaso da sorte, vive em condições de tal desumanidade que envergonha a sociedade actual que desperdiça em planos bélicos para não falar de outros, milhões e milhões de euros que são consumidos sem retorno útil, à velocidade dum simples clicar de dedo sobre um gatilho.
O RCI é um pequeno Clube que se esforça por ajudar o RI e por vezes e não esquecendo o meio social que o envolve, junta-se em profícua confraternização para consolidar vontades e fazer se possivel nascer um qualquer projecto que quando viabilizado, possa garantir mais uma contribuição, que no mar imenso que envolve o mundo, diminua um pouco as desigualdades que já iniciaram o processo de se tornarem insuportáveis.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

As Ilhas Açoreanas, merecem um olhar especial dos "Portugueses"


Músculos tecidos de cabos de amarra, esquecidos e adulterados em discursos oportunistas e de pura conveniência pessoal

Portugal uns séculos atrás, quando acordava de madrugada para trabalhar, produzia durante a noite do sono em socalco uma azia que não deixava de o atormentar e que o fazia beber cachaça logo pela manhã para “matar o bicho” – o suco gástrico quando embatia com o álcool de octana elevada potenciava um produto estomacal de tal envergadura enzimática, que derretia o toucinho de porco salgado, como se se tratasse dum copinho de leite morno e dumas torradinhas com manteiga – era deste alicerce que não dava tempo para prorrogações de vidas sem sentido, que os nossos predecessores quando atirados para a “vida”se construíam e partiam para o que desse e viesse – era nesta fase que aprendiam os “truques” para vencer a natureza criada no mesmo formato e que, em cada volta prometia destruir o que quer que viesse pela frente – quando a derrota acontecia, um saco amarrado na cabeça e nos pés davam o descanso que o mar sabe dar, quando estão em presença adversários dum calibre equiparado.

O “velho Arrais” que tem um busto “pregado na ria” na Costa Nova do Prado, “que se pudesse engolia o mar como quem bebe cachaça”, é um exemplo de entre milhões de anónimos esqueletos desconhecidos, que vagueiam sem descanso em muitos discursos vazios de sentido ético.

Quando uns séculos atrás, uns quantos heróis, que não tinham permissão para rebeliões no estatuto do “quem manda”, fabricados com o “barro” que lhe entrançava os músculos como cabos de amarra, avançaram mar dentro, empurrados pelo vento, pela experiência e pela sorte e descobriram e colonizaram as ilhas, bem podem do alto da sua cátedra, gritar ao vento que hoje, não existe curriculum à altura, para fanfarronadas dalguma gentalha sem vergonha, que sem rebuço de consciência, desafiam os portugueses no mais intimo da sua glória, que foi oferecer de mão beijada, “novos mundos ao mundo” e com infelicidade acrescida a quem não o merece.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os PR´S da quartas em grande forma

A "antecipação" dos acontecimentos, para vencer estratégias, é uma componente da inteligência, que infelizmente campeia hoje em cérebros pobres e não realiza a "visão", que quando bem feita, abre o futuro para prespectivas de sucesso -- o grande Afonso de Albuquerque, um português de "visão extraordinária" e que deveria ser estudado no exemplo -- visava "impor o imperialismo português em todo o Oceano Indico" e para além disso, tinha ainda ideias revolucionárias sobre o modo como dominar os "povos" na sua area de jurisdição -- hoje alguns portugueses "jogam à macaca"... e chateiam-se, se perdem...

O pequeno introito para o video de fraca qualidade(telemovel) que se pode visionar acima, tem pouco ou nada a vêr com a ambição desmedida de Albuquerque, mas revela um facto que não se perdeu -- aos 78, os portugueses de hoje, ainda transmitem alegria e boa disposição e sempre que podem colocam de lado o jogo da escravidão do "contar pedras" e ser um exemplo abrangente, para dominar o "cinzentismo" que muitos cultivam de forma denodada e ganaciosa.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ao "diabo" não é decretada "prisão domiciliaria", com pulseira electrónica





Crise, … mas que crise, se o “diabo“ se passeia disfarçado com a barriga cheia, livre e sem pulseira electrónica.

A crise internacional, acirrou a crise nacional e com o desaforo instalado, executou-se um plano de “limpeza”, que com alguma repetição sequencial, alcança com denodo descarado “os mesmos de sempre”, deixando intactas todas as mordomias que o topo da pirâmide desavergonhadamente e corporativamente, defende sempre com “unhas e dentes” – Portugal, sendo um País insignificante, possui no ventre um monstro que se reproduz compulsivamente e que expulsa a todos os segundos, “milhões de vermes” disformes, construindo com requintes de malvadez um monstro avassalador de compleição física disforme, desconhecido e que devora o que lhe aparece pela frente, ameaçando abocanhar e transformar em quimo, tudo o que ainda resiste.
A história escrita e desde que existe, relata a força extraordinária que os “gentios” ao longo dos séculos exerceram na “terra”, moldando, construindo, reconstruindo, inventando e progredindo dia a dia, vivendo e morrendo anónimos para que o planeta onde tiveram a sorte de nascer se tornasse para os vindouros no “paraíso” que hoje conhecemos – se nos dias de hoje o “fogo” tivesse de ser diariamente trabalhado para a chama poder fluir e ferver os alimentos, estaríamos na fase da verdadeira camaradagem entre humanos, apesar de ser conhecido que a “guerra” seria o aríete que limitaria os “poderes” instituídos e que naturalmente seriam conflituosos e antagónicos, como o é a própria existência do “bem e do mal” que por mais que se faça não é possível extirpar – nos dias de hoje os “corporativismos” intelectualizados limam as superfícies de tal forma que não existem diferenças, tornando impossível a quem está no patamar inferior, reivindicar ou fazer “guerra” e virar do avesso o que quer que seja.

A policia, não protege os cidadãos, os tribunais são locais que o cidadão comum teme e onde se sente pouco à vontade, porque nota, que quem os dirige, se move por elevadores e corredores de segurança, os hospitais, são locais secretos, lúgubres e taciturnos, onde a morte se confunde com a vida, as escolas, são locais dirigidos por gente distante, os locais de trabalho, são muitas vezes um inferno onde se está, porque existe uma responsabilidade para sobreviver – ironicamente e aparentemente todos estes equipamentos, foram construídas em nome do “povo” que ciclicamente vota em pessoas que deveriam ser, não mandantes sem peias, mas responsáveis por metas com limites ético-profissionais – os políticos, como todos os outros, são uma gente que se reclama sempre, melhor e mais apetrechada que os anteriores e essa classe que foi empurrada para nascer “hoje”, teria sido empalada na frente da aldeia, para prevenir desvarios futuros, se tivesse nascido uns “segundos” antes.

O fogo, a roda a tecnologia e o bem-estar, são bens de todos e no futuro, ou se entende o “sinal” que está à frente dos olhos, ou seremos apanhados na emboscada do “diabo” que por muito que nos custe admitir, anda por aí, disfarçado, à solta e sem controle.