quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"Prisão perpétua" para quem deliberadademente destrói o património Concelhio



A Capela da Ermida incorporada no palácio, que não é um expoente máximo de arte, nem é uma relíquia rica em património impar, mas representa um vínculo importante no conteúdo histórico do Concelho de Ílhavo, sofreu um “ataque” irracional de “alguém” que se julga “gente”, decidindo destruir à pedrada um monumento que foi protegido pela CMI quando resolveu investir num imóvel que ao tempo estava abandonado e degradado.

Sabemos que não é possível eliminar os actos de vandalismo e sabemos também que estes actos de loucura são absolutamente incontroláveis e que infelizmente proliferam na calada da noite, a coberto de mentes doentias e fora de qualquer contexto civilizacional, o que permite pensar que a justiça além de ser cega e justa, não pode ser igual para todos…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O "ordenado", aprisiona a imaginação para sair da crise...


A imaginação é um estúdio permanentemente activo que abre e fecha portas a velocidade estonteante. Esta potencialidade cerebral é um verdadeiro dom e quem o não possuir em plenitude não tem possibilidade de compreender que o mundo pode ter estado encarcerado nas masmorras cerebrais, à espera que o libertem e o deixem voar para longe – se assim tiver acontecido, isto é, se a capacidade imaginativa tiver estado acorrentada à herança repetitiva de acontecimentos que conduzem sempre ao passado e não tiver voado para longe, algo de mórbido e doentio dominou a capacidade de sonhar e alguém ou alguma coisa fez apagar uma chama que ilumina desde os primórdios a vida que certifica a liberdade – a liberdade está instalada no núcleo duro da fantástica internet cerebral e desenvolve-se sem padrastos e sem tutores, o que é preciso é que cada um esteja consciente da enorme potencialidade que tem instalada e por mero desconhecimento não ignore uma fonte a pulsar que ajuda a ultrapassar a força física permitindo por puro ilusionismo fazer levitar o mundo.

Antes de anteontem sonhei que tinha nascido em Manaus e hoje estou muito baralhado quanto ao sentido dos nascimentos, porque depois desse imponderável imaginativo, vi-me reconduzido a outros lugares distantes e que me pareciam familiares, inclusive a Estrada das Oliveiras que sarcasticamente tinha pregada no Arco uma placa em bronze a indicar ao transeunte menos avisado que se circulava na 5th. Avenue, um dos corações da América – a sensação da órbita que saiu do eixo e o desejo que isso tivesse mesmo acontecido, deixou um vazio áspero que não tem uma relação consistente, mas marca efectivamente que e apesar de tudo, a liberdade, que alguns desejam construir, não é uma fronteira artificial criada para impor uma obrigatoriedade de conduta social, porque isso está divorciado da imaginação, que naturalmente flutua e voa ao sabor do vento percorrendo os carreiros que bem entende.

O mundo está cinzento, está carregado de obrigações, exorbita de deveres e afunila nos “sábios”, que inevitavelmente escolhem o desastre de não saberem ao que vão, porque outros sempre atentos, lhes condicionam o fulgor e lhes indicam "educadamente" o caminho para receber um ordenado que é preciso "suar".

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dr. João Primo um médico à altura dos desafios cardiacos

A medicina é uma ciência para debelar ou atenuar doenças, mas alguns médicos procuram na criatividade e no desafio especializado uma nova fronteira que abre perspectivas para além da mera fronteira química – o cateterismo cardíaco por via arterial é uma tecnologia coadjuvada por equipamentos electrónicos, que está classificada para atingir o coração que de outra maneira seria alvo de experimentação medicamentosa e se calhar e como último recurso de cirurgia agressiva, tem agora à disposição uma técnica que augura resultados verdadeiramente fantásticos – as arritmias cardíacas podem agora ser atenuadas ou erradicadas em definitivo pelo estudo electrofisiológico com ablação por radiofrequência e com esse procedimento de alta especialização médica, os doentes dum momento para o outro podem ver solucionado um mal que quando activo, prejudica gravemente o dia a dia, ocasionando um nervoso miudinho e um mal estar que coloca em perigo o equilíbrio emocional, atirando a boa disposição para a sarjeta.

JOÃO PRIMO, um médico excepcional que coloca acima dos interesses a vontade inquebrantável de solucionar ou ajudar a minorar uma deficiência eléctrica do coração que causa arritmias e que afecta milhares de portugueses, que a maior parte das vezes percorrem um calvário experimentando cardiologistas e medicamentos, é uma autoridade que esbanja competência e merece o reconhecimento de quem a ele recorre ou recorreu – quando muitos bocejam a rodo dizeres pouco abonatórios das capacidades dos portugueses em áreas especializadas da medicina, resta colocar uma interjeição que reflectirá a consciência de que nem tudo é assim e alguns existem, como o Dr. João Primo, que podem simplesmente ser promovidos a um quadro de excelência e serem um referencial profissional para as novas gerações.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A " escolinha" é o centro nuclear das crises e por isso alguém tem de ser responsabilizado


Os alunos, as escolas e a competência dos profissionais que os acolhem, são o núcleo essencial para sair da crise e resolver de vez no médio prazo as “ falhas geológicas” que atrofiam os portugueses e os deixam à beira dum ataque de nervos quando não percebem patavina do que os rodeia e alguns angelicamente até fazem finca pé dum desconhecimento que os distingue e classifica como seres à margem dos movimentos de desenvolvimento que lhe são propostos ciclicamente – poder-se-á dizer que o desprezo expresso pelo que os rodeia se deve ao facto de nada poderem fazer para contrariar a onda que é de certo modo gigantesca e impossível de parar – é uma verdade que ignorar o “poder” de alguns face a outros seria uma opção hipócrita, já que apagar da consciência a realidade nua e crua e que se pode examinar no quotidiano, sonegando que o povo tal qual foi disciplinado depois da revolução? está manietado por falta de conhecimentos abrangentes e não pode recorrer a meios de sobrevivência para os quais não tem qualificação – por vezes, uns mais despertos e embora estejam feridos da formação básica, complementar, superior ou mesmo cientifica que seria a mola real para darem o salto, ultrapassam os obstáculos com esperteza e sem qualquer espécie de vergonha na cara, ocupam o intermédio e o topo dos patamares sociais, construindo rapidamente impérios que depois se tornam em “motores” para todo o clã, originando “castas” que se distendem pela sociedade, eternizando-se no espaço e no tempo.

Quando se fala de produtividade a rodo, tenta manipular-se a opinião pública, confundindo os reais problemas e sonegando à discussão temas nucleares como é o do ensino.

Logo que a escola num espaço geracional “produza matéria-prima” suficiente para ultrapassar o conhecimento dos professores à data, muitos dos problemas criativos que hoje existem e nos afogam num mar de lixo desaparecerão e novos focos de desenvolvimento aparecerão para ajudar a sair do sufoco uma juventude que é ostracizada para favorecer quem não tem aptidão profissional para desempenhar cargo executivo nenhum – a solução, está na utilidade do ensino que se passa como testemunho e só não vê, quem quer ver outros caminhos mais fáceis no tempo para resolver ambições de curto prazo e que obviamente são o “cancro” das últimas décadas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Saquear o campo de "batalha" é prática corrente no comportamento de alguns portugueses


A “democracia” tal como foi” inventada” para Portugal, é um bluff e dificilmente resistirá a uma próxima revolução, não com cravos nos canos das espingardas, mas com violência e raiva estampada nas faces de quem possivelmente, não tem nada a perder – é inquestionável que o sistema que substituiu a chamada “ditadura” encheu o país de reformados jovens e mordomias e meios a esmo, mas que só são em plenitude aproveitados por meia “dúzia” de "católicos" afortunados – o resto do povo a trabalhar para não passar fome e apesar de ter o guarda fatos cheio de fraques, vê-se impossibilitado de utilizar tais artefactos porque tem vergonha de usar tais meios para as festas que frequenta no centro familiar e embora esteja “empapado” de diplomas de formação profissional não tem onde desenvolver a “ matière” para a qual e por força do FD foi obrigado a reclassificar-se.

A diferença essencial entre o que chamam ditadura e ao que chamam democracia, baseia-se num simples exemplo de compreensão fácil – na ditadura de Salazar e não se referenciam outras por não haver razão nenhuma para comparar, planeava-se a riqueza que era substantiva em reservas negociáveis a pronto, o que permitia uma redistribuição nos vários quadrantes de desenvolvimento do país e dava garantias dum futuro sustentável – na “democracia” dos que conseguem dominar o poder e para o manter nos limites, limitam-se a planear ambição pessoal e ajustam por incompetência, a solução fácil e repetitiva do investimento megalómano recorrendo ao crédito, o que não tem nenhuma espécie de sustentabilidade e que só parará quando, outros determinarem o fim da ilusão – a actual democracia não percebe ou não quer perceber, que sem fontes de riqueza consistentes, ninguém sobrevive ao endividamento excessivo e que quando não houver possibilidade de recorrer a “garantias” o povo minguará na rua e o País próspero e independente que D Afonso terá imaginado, será olhado como mais um a precisar de esmolas para sobreviver no dia a dia do inferno da concorrência fratricida, que os mais prósperos utilizam como arma letal – sem meio termo o capitalismo irracional e sem regulação firme que se pratica no ocidente, têm saída para meia dúzia de oportunistas que quando apuradas as contas serão esmagados no movimento de “ bola de neve” que não querem acreditar que já esteja em marcha.

Portugal pode ser um País de ladrões e “chicos espertos” mas o Estado tem rapidamente de saber rodear-se dos meios para impedir tal pouca-vergonha e eliminar veleidades que apostam em desfazer o sistema, afrontando com pulso de ferro todos os que desavergonhadamente afrontam a liderança do Estado eleito em sufrágio universal.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Califórnia, o "Estado dourado" e o espelho das nações no futuro


Portugal, o país que procura manipular a história através de "impulsos marinheiros", quando do que se trata é de chorar os "porões da memória" onde gerações inteiras trabalharam em condições desumanas, não obtendo resultado nem reconhecimento substantivo como contrapartida real.



Portugal é um País de ambição menor que constantemente é empurrado para a “miséria”, porque nunca teve, nem infelizmente hoje tem “alguém com miolos” que faça o favor de indicar o caminho do sucesso, embora se note aqui e acolá alguns lampejos de iniciativa que podem um dia resultar, dando a possibilidade aos portugueses de se auto determinarem no vigésimo primeiro século e que velozmente caminha para mudanças radicais nos procedimentos que as velhas “cartilhas” esquematizavam de forma simples – respeitar a velhice, rezar o terço todos os dias, um mais um são dois e dois vezes um reclama o mesmo resultado…

Os portugueses que fazem parte dum lote humano que tem a origem nos países chamados latinos e que nos seus países de origem são considerados, preguiçosos, profissionalmente pouco classificados, com uma educação escolar perto do insustentável, adaptáveis, voluntaristas, submissos e com um molho de outros classificativos menos abonatórios que os tornam num alvo fácil para darem “o salto”, são um caso para tentar compreender as razões do “patronato” e de outros, que constantemente confirmam que a produtividade dos trabalhadores é das mais baixas da Europa e essa será a principal razão do atraso de Portugal no mundo. Os latinos que fugiram à miséria e demandaram terras dos “states” em alturas de recessão crónica e onde não tinham lugar, são um povo que nunca obteve reconhecimento nos países onde nasceram mas são um caso de extremo sucesso na Califórnia onde fundaram a sua nova consciência. Os Latinos que neste momento representam 37% dos 38 milhões de residentes da população e que a confirmarem-se as estatística, serão no ano 2050, 50% do extracto social que se fosse um País independente teria lugar no G10, são cidadãos de pleno direito e onde o reconhecimento das autoridades não é uma palavra de ocasião -- com esta curiosa estatistica, desmentem a mentira de serem "apontados" permanentemente pelos mesmos de sempre como sendo o "problema" dum sistema onde quem "manda" em vez de cimentar a herança a destroi com a ironia da estupidez cravada no rosto -- se os trabalhadores portugueses funcionam como mais valia na Califórnia e por quase todo o mundo, o "chefe dos patrões" bem pode mudar de discurso porque ninguém lhe dá "troco" e entendem bem o que ele esconde.

A Califórnia que ainda é um estado de sucesso no panorama Americano possui em carteira uma estratégia mundial de liderança que basicamente se cimenta, na Solar Power (energia solar), na High Tech (alta tecnologia), nos Green Vehicles (veículos de energia limpa) e Biothec (biotecnologia) o que lhe garante no futuro uma interpretação de como viveremos no século 21 e para isso conta com este povo maravilhoso que teve a origem comum numa língua que os une e onde Portugal como não podia deixar de ser é parte de pleno direito -- Portugal tremulamente caminha na cópia do que vê, mas infelizmente está "empapado" de burocratas que empatam sempre em vez de desempatar e deixar avançar quem sabe do ofício.

O “patronato”, os políticos, as universidades e evidentemente todos os corporativistas elitistas, bem podem reflectir neste exemplo e duma vez por todas devem “dizer como se faz” e não apontar o dedo aos trabalhadores portugueses, que sem dúvida nenhuma são dos melhores do mundo e não merecem um tratamento tão maldoso e mesquinho como é aquele que manhosamente se pratica nos arrabaldes -- o erro e a falha reside em quem "executa e decide" e não em quem foi selecionado para cumprir ordens -- quando Portugal perceber isto, seremos um País de sucesso e concerteza um concorrente da Califórnia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A "opinião" ainda é um baluarte da democracia



Saramago, traquinas e com a ingenuidade estampada na cara, afirma que os “textos bíblicos precisam dum tradutor para serem percebidos e que a Igreja nada sabe sobre Deus” – Saramago que convictamente escreve preto no branco, jurando não creditar na “Fé” que não cultivou e que o “empapou” enquanto jovem, acaba no entanto por descrever Deus como se o conhecesse e sem mais aplica-Lhe epítetos genéricos, demarcando-Lhe terrenos menos lisonjeiros e que O caracterizam definitivamente no campo da negação e do embuste religioso.

Talvez Saramago tenha sido apanhado no “fervor” dos tempos e não tenha compreendido os sinais misteriosos e talvez a Igreja não saiba realmente nada sobre Deus, mas os milhares de cidadãos anónimos que percorrem em peregrinação infatigável os caminhos de Fátima, duma forma peregrina e convicta, talvez possam ajudar na dificuldade de compreender o que não é percebido à luz da racionalidade -- o corropio humano que "escorre"de todos os lados do País e que incansavelmente "empapa" de mistério a "razão" de tanta preseverança, talvez seja uma incógnita numa equação que no final das contas, realça no mínimo o desejo de se fazer uma reflxão com perguntas que evidentemente não terão a resposta que Saramago ingenuamente não faz, porque parte do princípio pleno e absoluto que a razão está inequivocamente do seu lado.

A humanidade move-se por terrenos, que à luz da razão parecerão retrógrados e poderão dificultar entender que uns “terão à mercê o reino dos céus, enquanto outros terão à mercê o reino dos infernos” – sabendo o que se sabe dos avanços inimagináveis que a ciência imprime à compreensão do Universo e do quotidiano, talvez seja possível num futuro próximo, que nos seja possível alcançar o “milagre” de executar com perícia um salto à vara de 7 m – sabemos que a perseverança é um dos caminhos para alcançar sucesso, o que à primeira vista poderá deixar abrir no futuro próximo uma janela que apesar de indetectável com o conhecimento actual, poderá permitir que um relâmpago de luz faça expor o inconsciente à luz do dia, deixando perceber com facilidade os segredos que ainda “comandam a vida” nos meandros cerebrais e que teimam em permanecer secretos nos desígnios de quem construiu a maravilha que todos os dias se compraz em “renascer” para gáudio de quem teve a felicidade de ter “nascido"