quarta-feira, 21 de julho de 2010

O "velhinho escudo" dá pontapés no "caixão"


Portugal D`Antanho está à venda e não existem compradores.

Os iluminados de ontem que de forma estonteante transaccionaram o escudo convertendo-o em €, hoje tecem “loas” angustiantes à Europa que não tem políticos à altura por isso é obrigatório que se avance para a Federação, fazer um Conselho de Ministros com a Espanha ou então terão de ser estupidamente solidários com os “fadistas”, transferindo fundos para colmatar os “buracos financeiros” que os investimentos à toa proporcionaram – ainda não deram a perceber que sabem que o povo sabe que mais tarde ou mais cedo a Segurança Social e o SNS serão “enterrados” e terão como a justiça de ser pagos a peso de ouro.
Se Portugal sair do € e tivermos de engolir de novo o escudo a catástrofe será tão grande que à data da retro conversão os poucos € entesourados por poupanças de muitos anos de trabalho, voarão num instante para a Alemanha e deixarão o País à míngua – isto é os bancos (todos) num instante ficarão sem “cheta” e o País sem meios para sair do buraco onde os “inteligentes anti fascistas” e pró Europeístas convictos sabiamente nos colocaram – a solução, para esta palhaçada que governa o País será congelar as contas evitando à força a saída em massa de capital vivo, como Salazar nunca o faria, porque “apesar de advogar “o antes só do que mal acompanhado” tinha uma massa cerebral com actividade estratégica e percebia à distância o que os “corvos” desejavam para o jantar – congelar as contas e depois fazer o câmbio, transformando € em escudos desvalorizados, é o maior logro que alguma vez um Estado de Direito sancionou sem discussão.
As elites como sempre “cantando e rindo” acompanham os ventos e não lhes será difícil boiar ao sabor da corrente – alguns, por temperamento filosófico, nem Portugueses já são, portanto até nem têm nada a perder e depois, com sabedoria pacóvia previram o “mau tempo” e estão quase todos reformados ou então estão no bote que os transfere com facilidade daqui para ali e dali para acolá – é uma vergonha o que se passa em Portugal.
Tudo o que tinha e tem valor em Portugal está abandonado e as placas de “vende-se” estão espalhadas aos milhares pelo País fora e isso é o melhor indicador de que o País está “falido” e de banca na valeta a pedir esmola e se calhar algum dia até poderão acoitar-se em bandos de malfeitores que tudo farão para não “serem linchados” nas praças públicas com todos freneticamente a aplaudir.

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Beira Interior tem muitos "fatos", mas não tem quem os vista


Os políticos bem falam da Beira Interior, mas soluções estruturantes para fixar populações não se notam e o horizonte do desenvolvimento para esta região está muito distante, senão num patamar inacessível.

Quem seguir depois da A23 a Estrada Nacional nr. 112 que liga Castelo Branco a Coimbra, fica um pouco zangado com o que os políticos têm feito pela Beira Interior. É certo que existem melhores ligações rodoviárias e é também certo que a reflorestação surtiu efeito, encontrando-se dum modo geral esta zona do interior profundo bem equilibrada com o tom verde que cobre a paisagem, revelando uma tonalidade própria duma zona que incrustada na pedra e no xisto poucas hipóteses tem de alinhavar o desenvolvimento por industrias que não sejam a pastorícia e a florestação. O parque eólico pode encontrar uma ajuda no vento fresco que praticamente corre pelas montanhas, movimentando as pás implantadas nos cumes da cordilheira que por sua vez descarregam a energia produzida nas linhas de alta tenção e que se prolongam a perder de vista. De facto as muitas estradas e auto-estradas construídas seriam uma janela de desenvolvimento se houvesse mercadoria acabada para vender, mas não há, a Beira Interior está entregue ao destino dos chouriços, dalguma pastorícia, do fabrico dalgum queijo e pouco mais – a paisagem está em plenitude mas o que rende e produz desenvolvimento roda as franjas das faldas das montanhas que não tem população residente numa distância de 180 km para trabalhar e moldar o terreno à sua maneira para produzir o que quer que seja – os residentes com implantação real, contam-se pelos dedos e por essa via não existe desenvolvimento quanto mais uma saída para quem se quer fixar e sobrevir nas terras do “demo”, onde a mais pequena distância, serrania dentro, requer esforços sobre-humanos – a Beira Interior não tem sustentabilidade a não ser para as acácias importadas da Austrália, que ferozmente colonizam numa primeira fase as bermas da estradas e depois paulatinamente atulham o interior duma floresta selvagem que não dá esperança ao desenvolvimento sustentado e de forma traiçoeira escondem dos olhares a beleza que circunda a 112 e que poderia ainda se bem estruturada ser uma fonte de rendimento para todos os que procuram num mundo brutalizado quase irracional, encontrar regiões não poluídas, sem ruído e envolta num manto de paz paradisíaca – ou os políticos se deixam de “fintas”e empregam a massa cinzenta para ajudar ao desenvolvimento nesta área bastíssima e de beleza inenarrável, retornando ao cantoneiros que pacientemente limpavam as bermas dando luta à invasão das “ervas daninhas”ou uma área que mistura uma fauna riquíssima com paisagem admirável atolará no pântano descoberto em Lisboa matando o que resta duma esperança para a Beira Interior.
Portugal deve ter uns dois milhões de pobres, três milhões que se esfalfam para pagar a tirania dum Estado que para se sustentar nas ideais luminosas, esgana de impostos e taxas aqueles que ainda trabalham – por inactividade sustentada ou por absentismo reformado o número deve orçar pelos três milhões o que deixa perceber que os Governos até hoje fizeram alguma coisa, mas não nos sítios certos – Portugal está a morrer num paraíso celestial e isso é fatídico como o fado de Lisboa que teima em cantar “ as tábuas do meu caixão”.

sábado, 3 de julho de 2010

Champalimaud, um capitalista que transformou o trabalho e a inteligência em armas para vencer





A erisipela ideológica levada a cabo por um senhor “cabo-de-guerra” rodeado de defesas dispostos em quadrado, táctica, claramente apoiada pelos patriarcas Aljubarrotinos, espalhou a confusão nos eleitores, que não sabem hoje quais são as posições ideológicas dos partidos em “batalha” – inesperadamente o mesmo acontece em relação à eleição presidencial, que decididamente ignora uma figura que embora controversa, representa uma parte substancial daqueles que apostam numa esquerda predestinada e que paulatinamente se tem vindo a proteger das viroses que o capital proporciona para os alérgicos que gostam pouco de dobrar o batente – os exemplos estão aí para quem os quiser examinar com a consciência tranquila e verá muito camaleão inchado e com a língua de fora, pronto a devorar o que quer que seja.

Um exército de camaleões percorre insistentemente o território para “encher a pança” e se isso for insuficiente exigindo uma rede colossal mais rentável, algo vai muito mal neste mundo onde se vendem ilusões a esmo e sem qualquer sentido ético que se oponha à invasão – se, se liquidou a ética porque não cabia nas margens da decência, se as responsabilidades entretanto assumidas continuarem a "criar dívida" e a inventar taxas e mais taxas e a aumentar impostos e mais impostos na procura de colmatar insolvências sucessivas, não tarda a aparecer uma “democracia travestida”, onde os políticos eleitos circularão acima do poder que lhes foi confiado e mais tarde ou mais cedo sentirão um impulso ditatorial que os guindará num abrir e fechar de olhos ao buraco negro do poder – um País, cujas personalidades dirigentes mentem descaradamente, se esfalfam em “golpes de rins” para descobrir ideias luminosas e caminhos iluminados pela sorte, espera necessariamente o milagre que convide ao golpe do poder caído na rua, à salvação nacional ou à ditadura que resguardada, espera ansiosamente pelo momento certo para dar a cajadada.
Um dos patriarcas e ideólogo assumido da táctica de como se devem “eliminar” oponentes e alcançar o controle pleno, expressou finalmente com sagacidade simplista que deseja, para salvar Portugal um Conselho de Ministros conjunto entre Portugal e Espanha para apagar de vez os malefícios duma política desastrosa e que conduziu os portugueses ao “pântano” depois do 25 de Abril – se em vez do caminho do euro a qualquer preço, da invenção administrativa das acções “golden”, da dívida colossal para apresentar obra e tivesse investido na compra de capital estratégico e com olhos de ver o futuro tivesse estruturado as posições “chave” com controle estatutário, enraizado nas empresas que alicerçam os estados com fundações difíceis de remover, talvez agora não reclamasse e pedisse para inventar medidas baseadas na esperteza saloia e em moralidades de interesses mal explicados, que como todos sabemos não passam de retóricas académicas dalgum estudante cábula e imaginativo.

O astucioso Champalimaud que deixou para a posteridade um manual de ensinamentos e um caminho profissional que “cheira” a suor de sovaco fresco, deixou também para a posteridade uma Fundação que ele próprio ganhou enquanto trabalhador e com isso minimiza os ganhos que obteve enquanto guru do capital, distribuindo pelos mais inteligentes um “dote” que atenuará concretamente alguns sacrifícios – esta é a diferença entre quem sabe o que quer do mundo e os que se aproveitam do mundo para fazerem o que querem – um tribunal imparcial com foro interno, talvez devesse colocar nos eixos a justa medida de se ser ou não irresponsável e talvez por esse caminho se refreassem ímpetos de vário tipo que proliferam, que se “julgam a si próprios” e estão armadilhados para protegerem o clã a que pertencem.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Será o caos económico, um modelo artificial para "comandar" a bel prazer as sociedades?

Os Estados estão ou não à "ordem" de quem parasita e comanda "gangs"?

“Comandar” o burgo no passado recente, era coisa fácil, bastava ter esperteza na inteligência e um punhado de coragem no coração para sem problemas se conseguir obter um resultado “administrativo” que quase sempre representava um “sustento” inopinado na arrogância do desafio financeiro e para o qual não se queria de maneira nenhuma concorrer com uma representatividade no trabalho, certa e permanente -- era impensável à data existirem "gangs" e os desatinados com a sociedade percorriam todos os caminhos de "peito feito" e com o sentido afiado de "puta só, ladrão só".
Eram os tempos dos assaltos, em que se roubavam galinhas, fruta, alfaias e por vezes por causa dum marco remexido poderia haver uma sacholada, uma focinhada ou uma cacetada de varapau de eucalipto verde – as bebedeiras que proporcionavam sempre desacatos eram colmatadas por uma GNR que tinha “plenos poderes” sobre os arruaceiros e não raramente a esquadra servida dumas reguadas nos lombos terminava com os sobressaltos que estavam limitados na acção e eram de facto de muito pouca monta. Isto eram tempos que decorriam com a lentidão própria de quem conhecia o tempo que levava um terreno a cavar à inchada e depois obrigava à espera do tempo sazonal para zurzir os terrenos aparelhados, calculando os ares do tempo com muita atenção e calma nas sestas que se faziam quando o sol batia forte, a alvorada para tarbalhar duro "de sol a sol" – os carros de bois puxados por animais pachorrentos e que caminhavam ao ritmo da constituição fisiológica asseguravam que nada, mas mesmo nada poderia fazer-se a conta relógio e isso era o padrão que vigorava no uso e costumes, que vigoravam desde tempos imemoriais – a sociedade vivia com muitas dificuldades, mas as portas estavam abertas a quem viesse por bem e não raramente os “pobres” que viviam longe, eram convidados a pernoitar no palheiro recheado de palha de trigo que proporcionava ao caminheiro andante um sono repleto de tranquilidade – o respeito, a tranquilidade e a confiança social apesar de existirem grandes diferenças, deixavam conviver o cidadão em paz com todos e não raramente se praticava o trabalho comunitário que unia e fortificava a coesão em que todos desejavam viver.

O desenvolvimento aparentemente atabalhoado do “capitalismo insaciável” que sobreviveu em terrenos férteis e fartos, modificou o status vertiginosamente e sem consideração por ninguém e onde ninguém com inteligência antecipou tal descarado assalto, cavou um fosso inultrapassável – planear a riqueza instantânea, “ganhando” a qualquer custo foi a chave e de repente os menos preparados atingiram o topo da pirâmide, relegando para lugares secundários quem tinha o conhecimento, a capacidade e a legitimidade pessoal e académica para liderar a arquitectura politica dos países.
A pequena democracia dos que “entendem” o labirinto construído à sua medida para seu único e exclusivo benefício, não pode continuar e da Universidade tem de aparecer um caminho diferente, que com equidistância honrosa apesar de todos sabermos que o “homem” erra sistematicamente, faça prevalecer um instituto com responsabilidade assistida, no que diz respeito à consciência das “traves mestras” para a reconstrução dum país que está infelizmente è beira da implosão – continuar a pedir desalmadamente emprestado lá fora, para sustentar internamente o que se deve ao país, é um caminho vergonhoso e que deveria dar prisão efectiva e proibição de concorrer a qualquer cargo político ou serviço público, mesmo que esse serviço seja na limpeza de latrinas públicas.

Se, se somarem os impostos, as taxas, as sobretaxas e os crimes sociais ao património e das pessoas que não têm outro remédio senão “aguentar” o prejuízo, os cidadãos se repensarem lucidamente, rapidamente mudarão de profissão e com certeza dedicar-se-ão à agricultara de subsistência, construindo um futuro que pelo menos não deixará passar incólume a “fome negra” – o auto isolamento, talvez provoque cortes no bem estar luxurioso e talvez provoque mais depressa a recessão total, mas uma coisa será certa, o espartilho que asfixia friamente e sem cessar, deixará de ter nas “criações” fantasmagóricas de supersónicos e pontes por tudo e por nada, o combustível que hoje substancialmente alimenta as ganâncias e os egos inchados de quem quer ter placas por todos os cantos, assinalando com esplendor os locais por onde infelizmente passaram – o bem estar para todos e que alguns querem impor como alvo exclusivo, não precisa de “fabricar” para quem não pode comprar e o capitalismo no qual se deseja acreditar, não precisa de ter como dogma o entesouramento tresloucado de dinheiro aos montes.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O OURO que falta e que o António deixou, está onde?




Ouro guardado a “sete chaves” era a reserva que António sabia ser um “pé-de-meia” fundamental para deixar como herança aos vindouros – hoje, o que deixam para os vindouros, são “pés rapados”, dívidas colossais e uma mão estendida aos estados do norte, que desta vez e se forem pacientes, irão receber em bandeja de ouro, todos os do Sul que se acham incompetentes para consolidar independências d´Antanho – a “rapaziada” depois da revolução e quando espreitou “ os milhões” que os do Norte estavam dispostos a transferir, viram “o bodo aos pobres” cair-lhe do céu o que equivalia aos tempos da colonização do ouro do Brasil e isso representava a libertação do espartilho a que o trabalho obriga. O que é que interessa que seja Bruxelas ou Bona a comandar, o que interessa é ter crédito ilimitado e depois alguém que assuma o débito – a Grécia e outros que souberam fazer melhor as coisas, manipularam com descaramento os orçamentos e falsearam estatísticas para obter dinheiro fácil e estoirá-lo em empreendimentos faraónicos e que facilmente rivalizaram com o aprumo dos monumentos centenários existentes, ignorando o povo que só quer ter nestas trapalhadas um suficiente menos – os portugueses aderiram “de cabeça” à moeda da nota dos quinhentos e pacóvios como sempre, não entenderam nem entendem uma coisa que raramente viram na mão, mas como foram aconselhados por idóneos iluminados do burgo Lisboeta, continuam a caminhar pela Europa de saca plástica a lavar o que for preciso não esquecendo o chouriço aos ombros e gargalo nos beiços – os portugueses “estão-se nas tintas” para os “almofadinhas" que proliferam sem termos de responsabilidade, por razões simples, são corajosos, simplistas, pacíficos que até dói, por isso aceitam a “ lei da selva” , que não consideram hóstil e para eles existirá sempre.

A “rapaziada” depois do assalto ao poder que por acaso não caiu na rua, correspondeu com a “inteligência” que tinha em reserva e com aprumo militar e “chapeladas” profusas comandou as tropas e indicou os alvos a abater – primeiro e antes de tudo eliminar os gestores considerados fascistas, entregando a gestão a comissões de trabalhadores, depois e com precisão de soldador altamente especializado, abater industrias que produziam e empregavam milhares de trabalhadores e para rematar o bolo as nacionalizações “queimaram” o que restava – a Lisnave, um modelo internacionalizado e com rentabilidade profissional e económica foi literalmente abalada até se desmoronar – depois “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte” – quem tem uma testa e uns olhitos míopes nunca perceberá como é que um país destes alguma vez sairá deste infernal atoleiro, que diariamente é dirigido por “maestros” que o fazem duplicar como se fosse um cancro humano.

Ainda existem 12,2 mil milhões de euros que correspondem a 12 milhões de onças em ouro de 18 quilates (31,103481 gr.X 12 000 000) o que equivale mais ou menos a 373 toneladas de ouro escondidas algures, mas o que é que fizeram ao resto que eram mais ou menos e de acordo com “o boato que corria” 800 toneladas? – o ouro que falta, serviu para comparar o quê, palitos, torneiras, sanitas, dentes ou hipotecaram-no a dívidas para liquidar facturação higiénica? Alguém devia explicar o desaforo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O SANTA MARIA MANUELA renasceu das cinzas

Parte - 1
O "degredo", da pesca do bacalhau à linha, onde seres mentalmente embrutecidos pelo drama de vidas madrastas, poderiam sobreviver nos mares gelados dos Grandes Bancos, precisa dum toque descritivo desapegado de sentimentalismo e deveres paternalistas e duma tábua nivelada para um perfil de “sobrevivente extremo”, embora se reconheça que o “degredo” não foi decretado por imposição judicial ou por qualquer crime que tenham cometido, mas por uma pobreza indecente e que não parava de crescer.
Tais seres afundados na pobreza material e intelectual e apesar dos inúmeros desafios ao equilíbrio físico e mental, nunca se aninharam perante a brutalidade do “temporal” que sempre que resolvia actuar no circo da vida, alisava tudo pelo padrão da raiva surda contra quem invadiu os domínios do desconhecido e desejava somente ganhar o pão de cada dia, sobrevivendo mais um dia – um “sobrevivente” é aquele que acorda todos os dias com a dúvida de poder ajudar os seus com uma regalia mínima, que está permanentemente exausto pelos turnos impiedosos, atormentado pelo trabalho brutalizado na resistência física o que facilita o aparecimento da doença e a morte à frente dos olhos, sempre que abandona o barco mãe para ir desafiar a sorte no pequeno bote que a sorte lhe destinou – estes homens que contribuíram de forma perto da irracionalidade para uma exploração económica frágil e dum risco sub-repticiamente calculado para não criar no futuro bodes expiatórios, demonstra à evidência que por estas alturas ninguém estava interessado em minimizar e racionalizar o “trabalho” que era exigido – a sociedade instalada nos arredores e embora sabendo com minúcia do que se passava a bordo desde que o navio desatracava, arribava e terminava a safra, preferiu rodear o problema confundindo o esforço desumano com a beleza das velas desfraldadas ao vento e a elegância dos veleiros que airosamente sulcavam os mares, atravessando-os de ponta a ponta e até aos mais escondidos pesqueiros que faziam parte dum encantamento navegador que ainda hoje desperta admiração e curiosidade.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma simples encruzilhada que desorienta e atrapalha "mentes abrilhantadas"


Professores universitários, fábricas, sempre as fábricas…postos de trabalho, sempre postos de trabalho… estradas até perder de vista e TGV´S para transportar cabeças ocas e “ mãos cheias” de voluntarismo saloio.

Um “tipo” que nunca enraizou postos de trabalho em coisa e local nenhum, que nunca trabalhou em sítios onde a “mola verga” e onde nunca esteve sujeito a critérios de mando impiedoso e especado frente a atitudes que são permanentemente escrutinadas por elites de gerência encarquilhada na arquitectura cerebral induzida por um avô!!! que trabalhou que nem um doido para fazer crescer o seu “posto de trabalho”, como é que pode, quando “alcança de assalto” o poder político, encabeçar o quero, posso e mando e determinar o trilho das abcissas para um País que pede “caco” e nunca força bruta, porreirismo ou simples voluntarismo – não basta ter experiência Universitária para pensar que se descobriu o céu porque raramente um professor constrói qualquer coisa que se veja na problemática do emprego, embora se reconheça que deveriam ter essa obrigação.
Qual é o critério para optar para escolher um TGV que nem daqui a cem anos vai estar ligado ao coração da Europa, a não ser que “outros” considerem que isso é o passo que Franco na sua iluminada juventude fatalmente ansiava, a partir de Madrid, invadir Portugal e chegar a Lisboa em míseras horas – a problemática espanhola não é coisa que possa meter medo a ninguém e muito menos mete medo o facto destes “nuestros hermanos” estarem também à beira dum colapso social com 20% de desemprego e duma implosão urbana, mas atenção podem (já está) atingir o núcleo duro português através do dinheiro que os empresários (não o Governo) possuem às “carradas”.
Como é que é possível que estes “amigos” que actuam no núcleo duro da direcção politica, não se tenham apercebido na totalidade dos problemas que o € ia originar na economia portuguesa, que nem lhes passou pela cabeça o estardalhaço da crise americana e que não sabem como sair da crise económica, desenvolvendo com autonomia um estado finalmente soberano, venham agora com ares de “iluminados profetas” descobrir caminhos que estão estafados, gastos e não servem para coisa nenhuma – a NASA tem uma auto-estrada por onde o super veiculo que transporta as naves se movimenta para a descolagem e um ou dois aeroportos para a aterragem – se fossem este amigalhaços passavam a vida a fazer lançamentos das Beiras, do Alentejo, do Minho e do Algarve e as pistas de que tipo fossem, nunca mais acabavam – que estupidez esta que arrasa Portugal.

Emprestar? dinheiro à Grécia é o último recurso, por isso se empurram nas filas da solidariedade que institui a hipocrisia na comunidade, do cada um que se safe…o pior é quando chegar a nossa vez de sermos “salvos” e os “chefões” acampados nos arrabaldes de Bruxelas determinarem a perda dos 900 anos de independência.